A Arte da Ficção

Em 1958, um ano após a publicação de Atlas Shrugged (A Revolta de Atlas), um pequeno grupo de aspirantes a escritores e amantes de ficção se reuniu na sala de estar de Ayn Rand para um curso informal de literatura. Falando de improviso a partir apenas de algumas anotações, a autora do best-seller discutiu a criação e apreciação da literatura em doze sessões gravadas.

Ilustrando seus pontos de vista com trechos de autores como Thomas Wolfe, Sinclair Lewis, Mickey Spillane e Victor Hugo – além de seus próprios romances – Rand se esforçou para desmistificar o processo criativo, oferecendo conselhos práticos para aspirantes a autores sobre tópicos como desenvolvimento de conflitos de enredo, criação de personagens, união da ação com um tema mais amplo, desenvolvimento de voz própria e como evitar o bloqueio do escritor.

Para ajudar leitores ávidos a aumentar seu prazer pela ficção, Rand ofereceu reformulações ilustrativas (e divertidas) de cenas de suas próprias obras. Ela também destacou contrastes entre autores, comparando representações destas da natureza e da cidade de Nova York, discutindo as diferenças de tom, abordagem, tema, significado e estilo. Além disso, ela discutiu como identificar os sentimentos evocados por uma história e explicou como tais efeitos são alcançados.

Estas são as palestras originais que embasam A Arte da Ficção e partes de O Manifesto Romântico.

Introduzindo o Objetivismo

Em 1962, Ayn Rand foi convidada a escrever uma coluna semanal para o Los Angeles Times. Sua primeira coluna foi uma breve introdução à sua filosofia, o Objetivismo. Nesse breve curso, baseado em uma gravação em que Rand lê sua coluna, é possível ouvi-la resumir suas posições sobre a natureza da realidade, a eficácia da razão humana, a natureza do homem e o sistema político ideal.

Eis algumas perguntas que este curso aborda:

  • Quais os princípios básicos do Objetivismo?
  • Qual é a natureza da razão?
  • Qual é o propósito moral do homem na vida?
  • Por que o capitalismo é o sistema político-econômico ideal para o homem?
  • O que está destruindo o capitalismo?

Para aproveitar esse curso ao máximo, sugerimos que você faça primeiro o curso Filosofia: quem precisa dela.

O que é capitalismo?

Nessa palestra de 1967, Ayn Rand faz uma defesa magistral do capitalismo. Explica em detalhe o que é o capitalismo, por que ele é normalmente incompreendido, e por que é o único sistema social condizente com a natureza humana. Ela discute as raízes filosóficas e éticas do capitalismo, contrastando-as com as doutrinas morais e filosóficas que levam ao poder pela força. Então, Rand discute o progresso sob o capitalismo, e como é fundamentalmente diferente do chamado “progresso” de uma sociedade estatista. Ao longo da palestra, Rand responde às seguintes perguntas:

  • Qual é a essência da natureza do homem?
  • Qual é a base fundamental do conceito de direitos individuais?
  • Como o capitalismo é consoante com a natureza humana? Por que outros sistemas sociais não o são?
  • Por que servir o “bem comum” não é o princípio adequado para governar uma sociedade livre?
  • Quais são as diferentes perspectivas sobre o “bem,” e como influenciam as visões das pessoas sobre o que constituiu um sistema social adequado?
  • Qual foi a base ética de todas as tiranias da história?
  • Quem prospera em uma sociedade livre?
  • Como o livre mercado maximiza as habilidades criativas do homem?
  • O que normalmente não se entende sobre o progresso no capitalismo?

 

Essa palestra é baseada em um ensaio homônimo mais longo e detalhado. Para os alunos interessados em conhecer as visões de Rand sobre o capitalismo, encorajamos a leitura do ensaio completo em disponível aqui, além de aproveitar esse curso.

Filosofia: quem precisa dela

O que é filosofia – e como ela é importante para minha vida? Ayn Rand responde a essas questões em seu discurso aos formandos da Academia Militar de West Point, em 1974.

Rand desafia a ideia de que a filosofia é um tema meramente “acadêmico”. Em vez disso, ela argumenta que, quer percebamos ou não, agimos com base em ideias filosóficas – e que a filosofia é uma necessidade prática da vida humana.

Essa palestra ilustrada é um bom ponto de partida para os iniciantes na filosofia de Ayn Rand. Ela se tornou o ensaio principal no livro de Rand Philosophy: Who Needs It.

Introdução ao Objetivismo

Nesse vídeo, o filósofo Leonard Peikoff apresenta os pontos essenciais do Objetivismo a um grupo de estudantes e, depois, responde a suas perguntas. Peikoff, que foi amigo e colaborador de Rand por três décadas, é autor de Objectivism: The Philosophy of Ayn Rand, e é o herdeiro intelectual de Rand. Gravada em São Francisco em 1995 pelo Ayn Rand Institute, ela é composta de 42 minutos de palestra, seguida de 33 minutos de uma sessão de perguntas e respostas.

A revolução anti-industrial

Nessa palestra de 1970, Ayn Rand analisa os argumentos e a motivação por trás do ecologia, o precursor do ambientalismo atual. Separando preocupações legítimas com a poluição da animosidade profunda contra a civilização industrial e o progresso tecnológico, Rand explica sua visão sobre a relação apropriada entre seres humanos e o meio ambiente. Rand responde a questões como:

  • Como o progresso tecnológico, produto da Revolução Industrial, afeta a qualidade e a longevidade humanas?
  • Quais são os resultados prováveis da tentativa de “restringir” a tecnologia?
  • Quais são as implicações políticas da “ecologia”?
  • Quais são os temas válidos no debate sobre a poluição industrial?
  • O que motiva os “defensores” do meio ambiente?

Embora aspectos do movimento ambientalista tenham mudado desde os anos 1970, a essência de sua ideologia não mudou — sua perspectiva filosófica sobre a relação do homem com a natureza. Logo, a análise e a crítica de Rand são tão pertinente hoje como foram em sua época.

Nota: após a gravação dessa palestra em 1970, Rand expandiu o conteúdo de seu discurso inicial em um artigo homônimo. Essa adição valiosa é narrada por um terceiro.